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Os
Diabo a Sete apareceram nos inícios de 2003 em Coimbra e formaram-se a
partir da vontade de tocar e reinventar a música
portuguesa de raiz tradicional.
Acreditamos que os ritmos e melodias que
tocamos e que ouvimos por todo o país, seja em recolhas
seja no labor musical de outros grupos, não são meros ecos de um passado
mumificado. Traduzem, isso sim, uma forma de
interpretar a riqueza musical do nosso país, feita de permanências,
esquecimentos e
cruzamentos fecundos com outras culturas.
Se o lustro que habitamos é aquilo a que se
convencionou chamar de música tradicional, não
o fazemos, contudo, com o intuito de recuperar
uma pretensa “pureza perdida” ou de tratar em
termos de rigor “científico” as sonoridades e os instrumentos.
Transportamos ritmos e sons já outrora esboçados, mas
com o intuito de fazê-los reviver, através das
nossas experiências e do prazer que sentimos em tocar. É com estes
ingredientes que pretendemos agitar um caldeirão antigo e de lá extrair algo
de novo. |